quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ainda procuro onde
a razão desse meu coração
se esconde

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O passado é algo louco
que construí no escuro

Construirei amanhã
alguma coisa mais sã
e chamarei de futuro

terça-feira, 20 de julho de 2010

Nem me lembro
quantas vezes eu amei.
Mais de uma vez,
mais de três?

Nem me lembro,
era Dezembro.
O amanhã é só um talvez.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Insônia

No céu, a lua. Na cama, eu.
O sono vem quando o sol surgir,
Depois que a Bela adormeceu.

Sonhos me fazem querer sorrir.
As minhas horas? o gato comeu.
Cadê o sono que estava aqui?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

De noite eu me acordo
de dia eu me recordo
(eu só discordo porque estou de acordo)

Se o tempo ficou disperso
o amor não estava disposto
e um romance já não é mais certo

Se tudo não cabe num verso
o amor é um caso ao inverso
e um romance não espera agosto

De dia você me acorda
de noite você me recorda
e se eu não tenho porto, não me importo

Mas deixo aberta a porta
pois não importa o resto:
o seu protesto não resiste ao gosto

Se o tempo ficou disperso
o amor não sentiu remorso
e um romance vou gravar no rosto

Se tudo não cabe num verso
o amor se perdeu no universo
e um romance vou guardar no bolso

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Telepatia

A distância não muda,
mas o tempo ainda passa.

Como será que você,
de tão longe,
me abraça?

domingo, 27 de junho de 2010

Vida, divina diva.
Vida, vadia vívida.
Dividida em duas, vendida.
Dádiva?
Dívida?
A vida é uma dúvida, deveras.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Viver perdida é meu vício,
eu me perco a cada instante
E tudo volta ao início:
nada é como era antes.

E quando fico distante,
pra encontrar meu ofício
Nada é como era antes:
e tudo volta ao início.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

De madrugada

Ao longe, o som da insônia.
A lua, luz e saudade.
E pela janela,
que é minha tela
Essa luz revela,
ao passar por ela
A cor da noite
Tingindo meu chão de escarlate.

Do quarto, o sono encobre.
A chama, luz e vontade.
E sua, queimando à vela
Eu nua, na passarela
Da cor da noite
Até que o sono me bate.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vazio

Não tenho medo do mundo
O mundo não me destrói
Meu desejo é tão profundo
Que no coração me dói

Não tenho medo da vida
Viver é um ato eterno
Uma eterna despedida
Uma saída pro inferno

Meu medo é coisa pensada:
Do coração tiro o medo
E quase não sobra nada

Esse vazio me distrai
Um vazio que me dá medo
E do próprio medo sai